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Para onde vai Nuestra América. Espiritualidade socialista para o século XXI

“Nossa América” foi uma expressão criada pelo libertador cubano José Martí para designar nosso continente e o Caribe. Desde alguns anos, em vários países desta “Pátria Grande” (especialmente Bolívia, Equador, Venezuela e Paraguai), alguns movimentos populares e também pessoas comuns têm sido protagonistas de mudanças sociais e políticas importantes. Estes processos sociais e políticos partem das bases e chegam até a conquistas importantes, como a elaboração de constituições e leis mais justas e igualitárias, assim como a eleição de governos mais populares e de opção transformadora. Mesmo em países onde esta nova realidade social e política está mais sedimentada, como a Bolívia, o Equador e a Venezuela, trata-se ainda de processos novos e não sem contradições internas. Contam com dificuldades inerentes a todo caminho transformador. No entanto, não se pode negar: enquanto, em outras partes do mundo, a realidade política parece tender a uma volta do que comumente se chama de “direita”, em vários países da América Latina, há ensaios do que o professor Boaventura de Sousa Santos chamou de “esboço de um socialismo para o século XXI”.
Esta realidade nova tem sido conquista de comunidades populares e de grupos antes desorganizados que, pouco a pouco, têm manifestado uma capacidade de mobilização que os partidos políticos tradicionais e os intentos revolucionários anteriores nunca haviam conseguido realizar. (p. 17)
Marcelo Barros
CRISTIANISMO, O MÍNIMO DO MÍNIMO

Este livro foi escrito para cristãos e não cristãos, interessados pelo essencial da mensagem cristã.
Nele, Leonardo Boff condensa uma visão do Cristianismo fruto de 50 anos de intensa atividade teológica, de pesquisas minuciosas em mais de 70 escritos e de muitos diálogos com diferentes atores religiosos e sociais. Leonardo Boff propôs-se, como uma espécie de canto de cisne, dizer em poucas palavras, o que quer o cristianismo e qual a contribuição que trouxe para a história da humanidade. Encontramos nesta leitura todas as contradições da condição humana, mas também se encontra uma proposta de sentido das mais generosas do ser humano e do universo, chamados a uma suprema realização no coração do Mistério dos mil nomes, resumidos na palavra Deus.
O livro foi lançado no Recife em dois momentos muito significativos. No dia 05 de dezembro, na Universidade Católica, com a presença de professores e alunos e público em geral e no dia 06, na UNIPAZ, em um momento onde o autor pôde reencontrar velhos amigos e conversar, informalmente, sobre o livro e outros termas.
Editora Rocco

Lançado em Belo Horizonte no dia 05 de setembro, no Rio de no Rio de janeiro, no dia 06 e com lançamento marcado para São Paulo no dia 29, às 20h, no SESC Vila Mariana, chega às livrarias o novo romance de Frei Betto - MINAS DE OURO. Neste novo romance, Frei Betto descreve a saga da família Arienim através de cinco séculos de história das Minas Gerais.
Em torno de um misterioso mapa de "inesgotáveis fontes de riquezas", repassado de geração em geração, a narrativa abarca episódios e figuras emblemáticos da história mineira, como entradas e bandeiras, guerra dos emboabas e Triunfo Eucarístico, a exploração de ouro e de diamante, Tiradentes e Aleijadinho, mina de Morro Velho e as coincidências entre o explorador Richard Burton e o ator Richard Burton. Minas do Ouro, garimpo da memória familiar, é um romance no qual o barroco transparece na sua volúpia e beleza, numa linguagem de primorosa qualidade estética.
Editora Paulus

"Não deixe cair a profecia!" Essa foi a última palavra que Dom Helder Câmara, já nos seus últimos dias de vida, disse a Marcelo Barros, monge que há muitos anos o assessorara para assuntos ecumênicos. Este livro foi escrito como um modo de cumprir aquele pedido.
Em estilo leve de uma conversa entre pessoas amigas, Marcelo se dirige especialmente aos jovens e leitores que não puderam conhecer diretamente Dom Helder, lembrando as experiências de convívio e a colaboração pastoral vividas com esse grande profeta. A leitura dirige-se a toda pessoa que deseje refletir sobre a herança de Dom Helder para a humanidade do século XXI.
O novo loivro de Marcelo Barros será lançado no próximo dia 1º de outubro , às 19h, no Stand da Livraria Paulus, na Bienal do Livro, no Centro de Convençõe
COMPROMETIDA: Uma História de Amor
ELIZABETH GILBERT
autora de Comer, Rezar e Amar
A história de Comprometida começa dezoito meses depois do fim de Comer, Rezar, Amar. Com humor e inteligência, o livro examina questões de paixão, fidelidade, compatibilidade, tradição familiar, expectativas sociais, os riscos de divórcio e as responsabilidades mais mundanas. Liz Gilbert desfaz os mitos, desmonta os medos, constrói uma perspectiva histórica e troca, finalmente, fantasias românticas por vitais compromissos emocionais. Assim, o livro se torna uma celebração do amor — com toda a complexidade e as consequências que o amor verdadeiro, sem ilusões, sempre vai acarretar.
Continuando com suas viagens pelo mundo e, é claro, com suas pesquisas, a autora nos mostra um panorama histórico da instituição do casamento, nas várias culturas e comunidades no mundo. É um delicioso passeio pelas raízes do casamento e da importãncia que tem para cada povo que ela pesquisou.
É interessante conhecer como o casamento é encarado em uma distante tribo do Vietnã ou nos primórdios do cristianismo.
FUXICOS LITERÁRIOS - A BOÊMIA DOS CAFÉS
ROSTAND PARAÍSO - EDIÇÕES BAGAÇO

O médico e escritor Rostand Paraíso lançou, em 2008, pelas Edições Bagaço, uma coletânea de contos sobre a boemia recifense, com personagens ilustres de bares e cafés da cidade. A capa de Fuxicos literários – A boemia dos cafés, do cartunista Laílson, representa bem os encontros nas mesas dos botecos. Nela estão caricaturas de Ascenso Ferreira, Mauro Mota, Carlos Pena e Gilberto Freire. Todos aos fuxicos.
No blog do Zé Roberto, ele postou o seguinte comentário sobre o livro: "Um livro eu diria saboroso. Rostand, como em outras obras, pesquisa e faz retornar um Recife para o presente com toda a magia de um passado distante. Com os meus pouco mais de oitenta anos, encontro nas páginas da obra, personagens e fatos bem meus conhecidos. Ressurge gente que eu vi caminhar pelas ruas da capital pernambucana. A leitura vai arrancando todo um humor antes sepultado e nos deixa muito felizes. Ao iniciar a leitura tive uma agradável surpresa: o prefácio obra é de Luiz Carlos Diniz. Materia substanciosa. Apreciação erudita sobre o humor. Análise criteriosa do livro. Tenho a honra de ter sido ensentivador de Luiz Carlos para publicar seu primeiro livro. Escrevi um prefácio para ele. E este prefácio me deu no 1º Encontro Cultural Médico de Pernambuco, o Troféu da Rosa Verde, o primeiro prémio que recebi por literatura. Em junho de 1998."
Vale a pena ler, para uns trará agradáveis momentos de recordações, para outros, será a descoberta de um tempo em que a prosa, o fuxico, enchiam de animação os cafés recifenses.
HOTEL BRASIL
FREI BETTO

A história se passa na Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro, por onde circulam travestis, cafetinas, pretensos escritores, jornalistas de porta de bar, ingênuos iludidos que vêm do interior tentar a sorte na cidade grande, além dos próprios moradores da região. Os personagens são apresentados por meio de depoimentos dados à polícia local. Todos eles caem na mira do delegado Olinto Del Bosco, que não medirá esforços para descobrir a identidade do assassino.
Nesta incursão pelo romance policial FreBetto se saiu muito bem, misturando histórias do dia a dia do subúrbio do Rio de Janeiro com com um texto intrigante, envolvendo suspense e um final surpreendente.
HELP - A LENDA DE UM BEATLEMANÍACO
Sérgio Pereira Couto
Um assassino ronda as ruas de Liverpool, a cidade natal dos Beatles. Ele ataca suas vítimas em plena Beatle Week, o evento que comemora anualmente a cultura deixada pelo quarteto. Apenas um grupo de peritos forenses (conhecidos como Analistas de Cena de Crime ou CSAs), liderados pelo investigador John Paul Sutcliffe, parece conseguir identificar as referências deixadas pelo assassino. Porém seu verdadeiro intento ainda é um mistério. Qual é a mensagem deixada pelo assassino? A corrida contra o tempo para capturar este perigoso 'Beatlemaníaco' percorre as ruas escuras da cidade, vai até locais consagrados como o Cavern Club e identifica os principais pontos onde os Beatles viveram e deixaram seu legado.
Para os beatlemaníacos ou apenas para os que gostam das músicas do famoso quarteto de Liverpool, o livro prende a atenção desde as primeiras páginas. É uma gostosa viagem pela cidade onde tudo começou, com referências às músicas, aos pontos históricos, enfim, um "regalo" para quem curte The Beatles e, mais ainda, para quem curte uma boa história policial.
Mas, se você não gosta tanto assim dos Beatles, mas gosta de crimes e mistérios, não deixe de ler. Faça de conta que tudo na história é ficção. Mesmo que os cenários e as referências não sejam. Vale a pena conferir.
HISTÓRIAS DE CANÇÕES: CHICO BUARQUE"
Wagner Homem
O livro conta casos e fatos relacionados às músicas do compositor.
As histórias relacionadas às circunstâncias em que são compostas as canções sempre despertam muita curiosidade. O cantor e compositor Toquinho afirma que, durante seus shows, esses fatos chegam a fazer mais sucesso do que a própria música. Às vezes, por falta de informação, o próprio povo cria sua interpretação, que nem sempre corresponde aos fatos.
Quem não gostaria de saber pra quem foi feita esta ou aquela canção, quem é a filha dos versos “você não gosta de mim, mas sua filha gosta” ou ainda o “você” de “Apesar de você”? Ou quem são “Carolina”, “Januária”, a “Morena dos Olhos d'água”, “Beatriz” e outras tantas? Como eram as relações do letrista Chico Buarque com parceiros como Vinicius de Moraes e Tom Jobim que tiveram importância fundamental na sua carreira?
Foi pensando nisso que Wagner Homem, curador do site oficial de Chico Buarque, selecionou uma centena de histórias relacionadas às suas composições.
Engraçadas, tristes, reveladoras ou simplesmente curiosas, essas histórias descortinam o universo em que as canções aparecem e os fatos que a elas se ligam.
Num texto enxuto o leitor poderá conhecer não apenas as histórias por trás das canções, mas também (embora não seja o objetivo principal da obra)um pouco da história recente do Brasil e da personalidade, processo criativo e hábitos dos personagens envolvidos.
AQUÁRIO NEGRO
Frei Betto
criados há 30 anos e outros escritos recentemente? Qual o elo de ligação? E que vínculo une o jovem escritor de 1979 e o hoje experiente autor de 51 livros? São perguntas que surgem diante de "Aquário Negro", livro de Frei Betto, que a ASgir está relançando.
As criações reentes teriam identificação com aquelas escritas há tantos anos? Para o autor, a resposta é afirmativa: "Todos os contos têm como cenário a cidade imaginária de Curral Del Rey e são metáforas da condição humana. Os novos contos são mais curtos, porém impregnados de uma metalinguagem que remete o leitor a questões filosóficas de nossa existência". E, na sua opinião, uma característica do jovem autor continua viva no escritor experiente e premiado: "O fato de não ter mudado, em seus fundamentos, minha visão crítica frente à realidade".
Essa visão permeia os 12 contos que compõem "Aquário Negro". Está na solidão a dois, exposta em "Início de conversa"; no desencanto amoroso de "Rosa dos Ventos"; no final inesperado de "O churrasco"; na constatação que o inferno é mesmo aqui, em "O enviado. Todos os contos inéditos. Mas está também na obra mais antiga, como em "A vida suspeita do subversivo Raul Parelo", relato de uma situação continuamente prensente nos anos de chumbo da ditadura. Ou na história da criança de rua decidida a fazer jsutiça com as próprias mãos; no sonho do operário de integrar a corte dos doze pares da França; na fantástica aparição de um disco voador em Caratinga,, interior mineirio...
Minas é onipresente em todos os relatos,mas como cenário. O sentimento que emana da leitura dos contos é universal. Cada situação vividas pelos personagens leva o leitor à reflexão sobre a condição humana. Um aspecto sempre presente na obra de Freit Betto, ficional ou não. Para ele - que alterna ficção com ensaios - é na ficção que se sente mais à vontade "para soltar as amarras da imaginação e imprimir estética ao texto". Em "Aquário Negro", ele não economizou na imaginação e no talento para captar e traduzir a vida em suas masi diversas facetas. Sem sufocar a esperança.
Como ele próprio define, "Aqueário Negro" é um mergulho em busca de luz nessa sociedade consumista e egocêntgrica". Uma bobra indispensável na estante daqueles que amam a boa leitura.
Publicado inicialmente em 1979, com o título "A vida suspeita do subversivo Raul Parelo, a coletânea foi relançada em 1983 sob o título "Aqupario Negro". Agora, volta ao mercado editorial exatamente três décadas depois de sua apresentação ao público. Mas, desta vez, com acréscimo de quatro novos contos.
ALUGA-SE JANELA PARA SUICIDAS
Eugênio Carvalho
Foi lançado, no último dia 20 de outubro na Nossa Livraria, o livro de contos "Aluga´se uma janela para suicidas", de Eugênio Carvalho.
Em sua apresentação, o escritor Raimundo Carreo diz: "tem ocorrido quase sempre assim : ou o escritor escreve bem, e artificialmente, com palavras e paraágrafos perfeitos, ou cuida do espírito humano, (...) Eugênio é diferente: soma as duas coisas, mesmo quando aparece exagerado, no senito da temática".
JOSENILDO SINESIO
DA ARIDEZ DA TERRA AO VENTRE DA CIDADE
UMA HISTPÓRIA DE FÉ E COMPROMISSO
De Jussara Kouryh - Edições Bagaço
Este é o título do livro que estará sendo lançado no próximo dia 07 de outubro, às 19h, no estande das Edições Bagaço, na Bienal do Livro, no Centro de COnvenções-Olinda/PE.

Jussara Kouryh conta a história da vida de Josenildo Sinesio, político pernambucano nascido e Lagoa dos Gatos, resgatando sua trajetória desde o nascimento até as eleições de 2008.
Com uma narrativa que prende a atenção, a autora vai revelando os fatos que marcaram a vida de Josenildo, de maneira agradável e interessante.
Da morte trágica do pai à presidência da Câmara Municipal do Recife por duas vezes consecutiva, a história mostra como é possível dar a volta por cima e chegar mais alto quando se tem um ideal, um objetivo de vida.
Vale a pena conferir.
O SABOR DA FESTA QUE RENASCE
de Marcelo Barros - Edições Paulinas
Uma teologia com o tempero de nossas tradições
De certo modo, seria bem mais fácil seguir um só caminho religioso, mas a pluralidade de religiões está aí, não há como negar. Especialmente na América Latina, o sincretismo religioso é parte irrecusável da história dos encontros e desencontros entre o divino e o humano. A Igreja que pulsa nesta obra de Barros é pluralista e aberta ao diferente; mais que isso, disposta a aprender com a indiscutível riqueza das religiões populares. Monge beneditino, ele nos provoca a uma mudança de lugar teológico, sugere fazer teologia também a partir da realidade das comunidades afro-indígenas.
O livro foi lançado no Recife no último dia 10 de agosto, na Universidade Católica.
HISTÓRIA DOS SABORES PERNAMBUCANOS
de Lectícia Cavalcanti
Foi com estrondoso sucesso que nossa querida amiga Lectícia Cavalcanti lançou o seu livro , fruto de 30 anos de pesquisa. O lançamento aconteceu no Museu do Estado e contou com um público tão numeroso que esgotou a edição já no lançamento.
Com uma edição primorosa, Lectícia conta a história de nosso sabores, com uma linguagem agradável, que desperta o nosso paladar e a nossa admiração pela riqueza de nossa culinária.
V ale a pena esperar sair a próxima edição e conferir.
Revista de História da Biblioteca Nacional realiza debate sobre herói negro
O professor de História da UFRRJ, Álvaro Nascimento, e o professor de História da UERJ, Marco Morel, são os palestrantes do evento
N
este ano, em que se completa 40 anos de morte de João Candido Felisberto (1880-1969), a vida do marinheiro ganha novamente espaço para acender discussões sobre a sociedade. A Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN), nas bancas neste mês, traz com exclusividade na 44ª edição, trechos da autobiografia de João Cândido sobre a luta contra a violência e o preconceito na Revolta da Chibata (1910). Esse é o tema do debate que o projeto Biblioteca Fazendo História promove no dia 26, terça-feira, às 16 horas, no Auditório Machado de Assis.
O marujo intitulou sua autobiografia A vida de João Cândido ou o Sonho da Liberdade , quando esteve internado no Hospital Nacional dos Alienados. O texto foi parcialmente publicado como “Memórias de João Cândido, o marinheiro” na Gazeta de Notícias do Rio Janeiro, em doze capítulos, entre 31 de dezembro de 1912 e 12 de janeiro de 1913. Os trechos mostrados pela RHBN fazem parte da 5ª edição do livro A Revolta da Chibata , do jornalista Edmar Morel (1912-1989), lançada em maio pela Editora Paz e Terra.
O historiador Marco Morel, autor do artigo As últimas chibatadas , da edição de maio da RHBN, irá trazer para o debate o tema João Cândido e as letras para questionar o estereótipo enfrentado pelo marinheiro negro, pobre e filho de escravos. Morel pretende mostrar que o marujo tinha domínio suficiente sobre a cultura letrada para expressar sua visão de mundo.
O historiador Álvaro Nascimento pretende abordar a história de João Candido como a de um homem comum que se tornou herói. Nascimento irá lembrar tanto o lado positivo – o papel de liderança na Revolta da Chibata - quanto o negativo - oficiais e políticos que viam o marinheiro como uma pessoa rude, analfabeta, que não sabia se expressar – que são ressaltados quando se fala do marujo negro.
O debate - No evento, com mediação do pesquisador da equipe da RHBN, Marcello Scarrone, serão distribuídos certificados de participação que poderão ser utilizados pelos alunos como horas de atividades complementares em suas universidades. Além disso, serão sorteadas duas assinaturas da RHBN, com a duração de um ano. Os debates realizados pela RHBN têm atraído estudantes de importantes instituições de ensino público e privado do Estado do Rio de Janeiro, bem como profissionais de áreas afins.
A revista – Desde o seu lançamento em 2005, a Revista de História da Biblioteca Nacional oferece informação qualificada em artigos e matérias produzidos pelos mais importantes historiadores brasileiros. A publicação conta com a chancela e o rico acervo iconográfico da Biblioteca Nacional. Sua linguagem e apresentação agradável conquistaram um público abrangente independentemente de formação educacional ou área de atuação profissional. Única em seu segmento editorial especializada em História do Brasil, a RHBN é distribuída mensalmente nas bancas de todo o país e pode ser assinada. O conteúdo integral de todas as edições da revista também pode ser acessado no endereço http://www.revistadehistoria.com.br .
Serviço
Projeto Biblioteca Fazendo História
Data: 26 de maio/ terça-feira
Horário: 16 horas
Local: Auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional - Rua México s/nº, Centro, Rio de Janeiro
LEITURAS CRÍTICAS DE LEONARDO BOFF
O livro Leituras críticas de Leonardo Boff , organizado por Juarez Guimarães foi lançado em Recife no último dia 16 de abril no JCPM, em evento patrocinado pela Editora Fundação Perseu Abramo, pela Editora UFMG, e pela Fundação Apolonio Salles.
Na obra é possível encontrar, além de uma extensa entrevista com o homenageado, ensaios sob diversas perspectivas de autores convidados que analisam a vida literária de Boff. Em um dos textos, por exemplo, Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social do governo Lula, discorre sobre as contribuições decisivas de Leonardo Boff para a renovação dos valores sociais da tradição cristã, do ponto de vista sociopolítico. Outros pensadores importantes também marcam presença no livro com registros importantes e diversificados sobre a obra de Boff e a contribuição dela para a crítica social e religiosa.
Presente ao lançamento, Leonardo Boff deu entrevista à imprensa, autografou os livros e fez uma palestra para o privilegiado grupo de pessoas que aguardou no auditório.
Falando sobre a urgência de nso conscientizarmos sobre a preservação do Meio Ambiente, de nosso planeta como um todo, o teógolo deu uma fantástica aula de cidadania e civilidade, dissertando sobre os estragos já feitos e o que pode ser feito para preservar a vida do planeta.

JONAS PRESENTE ...AGORA E SEMPRE
Buscando preencher uma lacuna na História do Brasil, sobretudo na História Pernambucana, o livro Jonas! Presente... Agora e Sempre! relembra a história dos estudantes Jonas José de Albuquerque Barros e Ivan da Rocha Aguiar, as primeiras vítimas da Ditadura Militar em Pernambuco.
Escrito pela odontóloga Marisa Barros, irmã de Jonas e editado pela CEPE, o livro foi lançando em Sessão Solene na Câmara Municipal de Olinda, proposta pelo vereador Marcelo Santa Cruz, no dia 17 de abril.
Com fotos e recortes de jornais, o livro resgata o 1º de abril de 1964 em R ecife, dia em que os jovens estavam reunidos com demais estudantes na antiga Escola de Engenharia, onde hoje funciona o tradicional Ginásio Pernambucano, escola em que Jonas estudava e era Presidente do Grêmio. Depois de serem expulsos de lá pelos militares os estudantes saíram em passeata contra o Golpe e a prisão do Governador Miguel Arraes. Durante a manifestação se depararam com um pelotão do Exército que atirou e matou Jonas e Ivan.
Livros como este precisam ser escritos, de tempos em tempos, para que os mais jovens tomem conhecimento dos horrores da ditadura militar no Brasil e os mais velhos rememorem os acontecimentos.
AS MEMÓRIAS DO LIVRO"
Geraldine Brooks, Ediouro
Na Bósnia arrasada por anos de guerra civil, um raro manuscrito judeu medieval reaparece. É a lendária Hagadá de Saravejo, um volume único, que contrariava as restrições judaicas da época em relação às ilustrações. Um livro com uma história cercada de enigmas. Como esse manuscrito foi feito, apesar das restrições rabínicas? E como sobreviveu a séculos de anti-semitismo na Europa? Para desvendar esses mistérios, Geraldine Brooks apresenta aos leitores Hanna Heath, a restauradora australiana para analisar e recuperar o manuscrito.
De leitura agradável e envolvente o livro nos leva a percorrer a história do manuscrito e, com ele, vamos descobrindo uma parte da história das relgiões Judaica, Mulçumana e Cristã, indo de 1996, ano em que a história se passa até o auge da inquisição e da perseguição aos que não aderiram aos cristianismo, de sobremaneira aos judeus.
Histórias de amor, dedicação, escravidão, fé, perseguição, perseverança, vão se entrelaçando e desnudando as memórias de um manuscrito que sobrevive 500 anos, desafiando a história.
CARTAS DA PRISÃO
Frei Betto - Editora Agir
No final dos anos 60, um grupo de estudantes da Odem Dominicana, em São Paulo, aderiu à resistência, atuando como base de apoio àqueles que pegaram em armas contra o regime militar. Descoberta a ligação, alguns conseguiram fugir do país; Outros, foram presos. Entre eles, Frei Betto. Durante os quatro anos em que esteve preso, entre 1969 e 1973, manteve correspondência com parentes, amigos, confrades dominicanos. Essas cartas foram publicadas em dois livros, na década de 70, Das catacumbas e Cartas da Prisão. Agora, foram reunidas pela Agir em um único volume, sob o título de "Cartas da Prisão".
Definias pelo escritor Alceu Amoroso Lima como "um dos altos documentos humanos de autenticidade e de beleza literária que jamais se esceveram no Brasil", a coletânea reflete a trajetória de um jovem (ao ser preso, o autor tinha 25 anos) que tem sua fé e seus ideais fortalecidos pelas limitações do confinamento. Escrever, diria ele mais tarde, foi uma forma de resistir à vida na prisão.
A correspondência mostra a utlização de um ambiente originalmente hostil como um espeaço de solidariedade e humanização. Na cela, Frei Betto e seus companheiros edificaram uma oficina de estudos, de reflexão, de trabalho artesanal e também de oração. Na primeira carta, o registro do local, das condições materiais: "A novidade é a própria vida na prisão". Mas, também a compreensão do significado daquela vivência: "Este período não é um hiato em minha vida, é o seu prosseguimento normal; sei que passopor uma importante experiência".
Com o passar do tempo, o conteúdo das cartas de alterna. Em algumas, a revolta contra a "nudez vergonhosa da realidade"; em outras, a alegria de viver mais uma Páscoa ou a tranqülidade em se certificar coerente com seus princípios, reforçado na fé. Mas, independentemente do teor, em nenhum momento, a correspondência reflete sentimentos negativos com o revanchismo, desespero ou rancor. Dos escritos, mesmo nos momentos de triteza, transbordam amor, solidariedade, gratidão e até alegria, como no relato do futebol improvisado na cela ou no da surpresa por receber rosas.
O tom é sempre sereno, nunca temeroso: " ... Medo a gente sente quando a coisa é possível, mas evitável. Quando se sabe que nada mais depende de nós... então nos resta o silêncio e a espera".
Espera que não significa uma suspensão do ato de viver:"O importante, na prisão, não é aguardar inquieto a hora da liberdade. É saber aproveitar tudo que essa experiência proporciona. Ela nos ensina muita coisa a respeito do homem e da vida ..." As cartas de Frei Betto correram mundo. A primeira coletânea (1969-1971), Das Catacumbas, foi editada iniclamente na Itália (no Brasil, a censura oficial não permitiria). Depois, em outros países: França, Alemanha, Suécia, Holanda, Espanha, Argentina, Estados Unidos e Inglaterra. O livro só sairia no Brasil em 1978. Um ano antes, tinha sido publicado Cartas da Prisão, do período 1972-1973. Todos esses documentos, reunidos pela Agir, oferecem às novas gerações uma visão importante de uma época crucial da história do país através da mensagem libertária de um jovem. Um jovem que queria, como tantos outros, mudar o mundo em que vivia. Não conseguiu. Em compensação, omundo também não conseguiu mudar seus ideais e ele deu importante contribuição à redemocratização do Brasil. Frei Betto continua sendo um ativo militante de movimentos sociais.
Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. É autor de mais de 50 livros de diversos gêneros literários, dos quais muitos mereceram traduçãoo no exterior.
FREI BETTO VOLTA À FICÇÃO EM NOVO LIVRO
A ARTE DE SEMEAR ESTRELA chega às livrarias este fim de semana
O escritor e frade dominicano Frei Betto, autor de mais de 50 livros e colecionador de diversos prêmios, entre eles o Jabuti, o mais prestigioso da literatura brasileira, comprova seu domínio da delicada carpintaria da ficção em sua nova obra, A arte de semear estrelas, que chegou às livrarias de todo o país a partir deste sábado, 24 de novembro, pela editora Rocco. Dividido em três partes – Cantos, Encantos e Recantos – o livro é uma coletânea de requintada prosa poética em que o autor expõe situações-limite da condição humana.
Depois de refletir sobre o poder e prestar contas de sua passagem pelo Palácio do Planalto como assessor especial do presidente Lula em A mosca azul e Calendário do poder, respectivamente, em A arte de semear estrelas Frei Betto mergulha no inconsciente humano. Os textos reunidos no livro evocam desde acontecimentos como os últimos momentos de Walter Benjamin e a notícia da morte do ditador Augusto Pinochet, até relatos sobre a perigosa convivência com um tigre e a inusitada mania de colecionar fechaduras e rinocerontes, por exemplo. Com os recursos da escrita, o autor extravasa seus sonhos oníricos e eróticos, palpitações e arrebatamentos, elegias e preces.
Num texto de refinado sabor estético, Frei Betto convida o leitor a repensar seus valores, discernir suas opções, mergulhar no mais profundo de si mesmo e abraçar, pelo lado avesso da vida, a sedutora paixão pelo Transcendente. Para o poeta e crítico literário Marco Lucchesi, que assina a orelha, A arte de semear estrelas é o mais belo livro de Frei Betto. Nele se alinhavam, como num caleidoscópio, todos os matizes da subjetividade humana: fantasias e sutilezas, sexualidade e afeto, indignações e louvores.
POESIA ENTRE LINHAS
THOMÁS SÔLHA
Redescobrindo velhas paixões, sentindo as dores de um coração machucado, sofrendo pelos sonhos não realizados, pelos projetos inacabados.... assim passamos todos pela vida, amando, se alegrando e sorrindo, sofrendo e chorando, sonhando e acordando.
Às vezes não gostando nenhum pouco de ter acordado, só para descobrir que enfim, nada se parece com o que se havia sonhado.
Abrir o peito e gritar as dores, explodindo em paixões que poderiam ter sido e nunca foram, em amores que poderiam ter durado e, no entanto, nunca chegaram nem mesmo a ser...
Pensamentos e idéias se misturam, num frenesi que só a inspiração consegue chegar, indo do coração à mente e dela, sem paradas, diretamente às mãos, para que, misturando as idéias às letras, transforme o caos em palavras, num magia literária que só aos poetas é dado o direito de conhecer o feitiço.
Diz a canção de Vinícius e Tom Jobim que “todo poeta só é grande se sofrer”. Talvez nem tanto. Talvez um tanto. E mais um pouco de magia e sentimento, um pouquinho de ironia, um pouquinho de tormento e muito muito talento, tendo o peito e o coração abertos para amar, ainda que, como também dizia o poetinha, o amor “não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”.
Repensando os sentimentos, as paixões, as decepções, o mundo... caindo de porre, sofrendo as ressacas, amando e armando, rindo ou chorando, o jovem poeta segue o seu caminho, semeando poesia, para que floresçam nas páginas deste livro, inebriando e encantando a tantos quantos o lerem.
Lançado no dia 08 de novembro, no restaurante Açafrão, em uma agradável reunião entre familiares e amigos, Poesia entrte Linhas é um livro para ler, pensar e descobrir o que há, entre cada uma de suas linhas.
ROCCO LANÇA ROMANCE NEO-ZELANDÊS CONCORRENTE AO MAN BOOKER PRIZE
O romance Sr. Pip, do neozelandês Lloyd Jones, um dos 13 indicados para o Man Booker Prize 2007, será lançado pela Rocco durante a XIII Bienal Internacional do Livro, que acontece de 13 a 23 de setembro, no Rio de Janeiro. O anúncio dos concorrentes ao prêmio, uma das mais importantes premiações literárias do mundo, foi feito esta semana, em Londres, e o resultado final será divulgado no dia 16 de outubro.
Ambientado na Papua-Nova Guiné, em plena guerra, o romance é uma fábula moderna que presta homenagem ao poder de transformação da literatura. O livro acompanha o cotidiano dos moradores da vila de Bougainville, que vêem suas vidas modificadas depois que o único homem branco da ilha assume a escola local e começa a ler As grandes esperanças, de Charles Dickens. Uma verdadeira declaração de amor à imaginação e à arte de contar histórias.
O escritor Lloyd Jones nasceu em 1955 e é autor de diversos romances e contos premiados. Ele vive em Wellington, Nova Zelândia, mas já morou nos EUA e se prepara para passar um ano em Berlim, na Alemanha, pelo programa Creative New Zeland Berlin Writer’s Residency. Sr. Pip é seu primeiro livro a ser lançado no Brasil.
REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA -
Perspectivas humanistas e existenciais
UM NOVO LIVRO, UMA NOVA PERSPECTIVA!
RUI CARLOS STOCKINGER
A Editora Vozes publica "Reforma Psiquiátrica Brasileira- Perspectivas Humanistas e Existenciais", do petropolitano Rui Stockinger e coloca em pauta uma das grandes carências da psiquiatria no país.
Trata-se de uma questão, por vezes prática, outras filosófica... Este é o primeiro livro escrito no país, a destacar os aspectos humanistas, existenciais e fenomenológicos que sustentam a reforma oficial do modelo psiquiátrico em saúde mental no país.
Ruy Carlos Stockinger constrói um "texto base" para o debate crítico e histórico sobre a reforma psiquiátrica, preenchendo uma lacuna da própria formação do profissional de saúde mental, em particular daqueles que lidam com o "mundo psi".
R.C. Stockinger é psicólogo e psicoterapeuta na perspetiva humanista existencial. Possui formação analítica e é especialista em psicossomática. É coordenador de saúde mental no município de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
"Cumprimento a iniciativa de produzir um ensaio que reflete sobre a clínica da saúde mental mas também sobre as vicissitudes da gestão de uma política pública complexa como esta. É uma contribuição relevante para o debate da reforma psiquiátrica em nosso país."
Pedro Gabriel Godinho Delgado
Coordenador Nacional de Saúde Mental – Ministério da Saúde
por CALENDÁRIO DO PODER - FREI BETTO
Editora Rocco

Entre 2003 e 2004, Frei Betto ocupou o cargo de assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incumbido da mobilização social do programa Fome Zero. Ao longo daquele período, manteve o hábito de, mensalmente, prestar contas ao presidente da República, por escrito, de sua atuação no governo federal. Esse material serviu de base ao Calendário do poder, documento de inestimável valor histórico e que familiariza o leitor com as entranhas do poder.
Neste livro, Frei Betto divide com o público, entre outros temas, os avanços do Fome Zero e a angústia de ver o programa esvaziado pela burocracia estatal; as reuniões ministeriais; o contato com os governadores; as conversas com o presidente e as cartas a ele remetidas; a implantação de uma extensa Rede de Educação Cidadã; os indícios de corrupção e as tensões no interior do governo.
Com o lançamento de A mosca azul – reflexão sobre o poder , por esta editora, em 2006, Frei Betto suscitou em muitos leitores a curiosidade por sua trajetória de 24 meses no governo Lula. Eis que agora ele oferece, em O calendário do poder , a mais transparente e contundente obra já publicada por quem teve o privilégio de ocupar um gabinete no Palácio do Planalto, o coração do poder.
Calendário do Poder estará chegando às livrarias até od ia 15 de junho, ao preço dee R$ 45,00.
O autor:
Frei Betto é autor de mais de 50 livros, muitos deles publicados no exterior. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Conferencista de renome internacional, é assessor de movimentos sociais.
MICHAEL CRICHTON ABORDA OS DILEMAS DA
ENGENHARIA GENÉTICA EM ROMANCE ELETRIZANTE
A Rocco lança em agosto o mais novo livro do consagrado romancista americano Michael Crichton. Em Next , Crichton desafia o senso de realidade e questiona os limites da ética ao traçar um panorama sombrio da vida humana negociada em bancos de esperma pela internet, em testes genéticos capazes de identificar parceiros ideais para gerar herdeiros perfeitos ou em acirradas disputas de cromossomos saudáveis e raros. Mais uma vez, o autor do seriado ER ( Plantão médico ) e de sucessos como O homem terminal e Estado de medo , entre outros, combina evidências científicas com ação e suspense para escrever um romance de tirar o fôlego.
Curado de câncer por um tratamento experimental da Universidade da Califórnia (UCLA), o protagonista Frank Burnet tem seu material genético vendido para uma empresa de pesquisas como matéria-prima para a fabricação de um novo remédio. Um negócio de três bilhões de dólares dos quais Burnet não viu um tostão. A partir daí, Crichton acrescenta à trama elementos polêmicos como tráfico de embriões, roubo de ossos e experimentos ilegais. Misturando elementos reais e domínio completo da técnica ficcional, o autor cria um mundo no qual a busca da ciência em benefício do ser humano vira um negócio escuso.
A narrativa é entremeada com notícias de jornal e artigos científicos. Crichton, escritor formado em medicina, complementa sua própria obra com falsas teses e opiniões que tratam com ironia e perplexidade o atual universo da pesquisa genética americana. Mas é como narrador, desenvolvendo com habilidade uma trama que parece recomeçar em cada capítulo, que Michael Crichton mais uma vez se revela um dos grandes criadores da ficção americana nos dias de hoje. Next chega às livrarias a partir de 6 de agosto.
Um bom romance é mais que um encadeamento de fatos, é mais do que ler correndo para saber o que vai acontecer no final. O que ele tem de especial é a relação que o leitor estabelece com os fatos e com os personagens. O escritor russo naturalizado americano Vladimir Nakobov tentou provar isso no seu livro Gargalhadas na Escuridão , em que já no primeiro parágrafo ele resume toda a história do livro. Assim o leitor se livra da curiosidade sobre como o livro acaba e se concentra apenas em saborear os detalhes. Jorge Luis Borges também pensava parecido, e por isso ele disse que reler é melhor que ler.
Lolita , romance desse mesmo Nabokov publicado em 1955, é um livro que precisa dessa percepção para ser apreciado – embora desta vez o autor não conte o final no primeiro parágrafo. A história é bem conhecida: um homem de meia-idade se apaixona por uma garota de 12 anos e se casa com a mãe dela na esperança de poder seduzir a enteada. Ora, essa história em si não tem lá muita graça. Pelo contrário, tende a deixar muitos leitores com medo do que possam encontrar. Não é à toa que Nabokov só conseguiu publicar a história numa editora de má-fama de Paris.
Mas Lolita não é um livro sobre pedofilia. Sim, o personagem principal, Humbert Humbert, é um pedófilo e o leitor tem todo direito de odiá-lo se quiser. Mas não pode deixar de reconhecer nele um personagem fascinante. Nós podemos sentir a sua insegurança, que ele tenta disfarçar com arrogância e com um humor ácido contra todos e contra si mesmo. Humbert é uma pessoa fora de sintonia com o mundo e com as outras pessoas. Sem amizades e sem precisar trabalhar (ele recebeu uma herança de um tio), ele se prende a Lolita, a garotinha de 12 anos, por falta de qualquer outro propósito na vida. Ir para a cama com ela passa a ser sua razão de existir. Mas logo isso não é mais o suficiente.
O desejo é um dos temas centrais de Lolita . Não só o desejo sexual, mas o desejo de ter a outra pessoa para si, de controlá-la. Humbert deseja controlar todos os aspectos da vida de sua enteada. Não é à toa que ele se apaixona por garotas pré-adolescentes, bem mais fáceis de serem controladas que as mulheres adultas. No fundo, o que Humbert deseja é ter uma outra vida para preencher a sua.
Nabokov usa a narração em primeira pessoa para nos colocar dentro da mente paranóica de Humbert. Talvez da primeira vez o leitor não perceba, mas na segunda leitura podemos notar que ele distorce os fatos sutilmente. Ele convenientemente “esquece” o que não quer lembrar e introduz detalhes duvidosos na sua descrição dos fatos. E Humbert vive com medo de tudo. De que descubram sua relação com Lolita, de que Lolita fuja do seu controle, de ter sua virilidade posta à prova, da reação negativa das pessoas diante dele... Isso tudo ressalta ainda mais o realismo de Humbert. Podemos sentir ele conversando conosco na cadeira em frente.
Se abstrairmos a atração por corpos infantis, podemos ver em Humbert características que marcam o homem moderno: a insegurança, o medo das mulheres, a paranóia, o medo de ter sua masculinidade contestada, a vontade de controlar as pessoas ao seu redor... Ou seriam elas características do homem em todos os tempos?
Lolita foi adaptada para o cinema duas vezes. Fuja da versão recente, com Jeremy Irons, e prefira a mais antiga, dirigida por Stanley Kubrick.
PADRES COMUNISTAS! O QUE PENSA E ONDE ANDA A IGREJA NO BRASIL
Autor: JURACY ANDRADE
que integra a Coleção Repórter Especial
EDITORA MOSTARDA
Repórter Especial é uma coleção escrita apenas por jornalistas e dedicada a quem procura informações essenciais sobre os mais variados aspectos do mundo em que vivemos. Aqui, vamos discutir uma questão muito delicada: se o comunismo é ateu, faz sentido que ainda existam "Padres Comunistas"? Por que o próprio Evangelho, para eles, é um texto de esquerda?
O jornalista Juracy Andrade faz uma análise da atuação da Igreja Católica no Brasil, a partir dos chamados "Padres Comunistas", que se engajaram na luta pela defesa dos Direitos Humanos, à época da Ditadura Militar principalmente e pela inclusão social.
Neste livro são abordados temas como o desmonte do Concílio Vaticano II, a biodiversidade Eclesial, a cooptação da religião universal e a fé e o império no Brasil, em uma linguagem objetiva e clara, que nos leva a refletir sobre como andam as Comunidades Eclesiais de Base, os movimentos de juventude, tão articuladas e engajados há alguma décadas.
Onde está a esquerda da Igreja Católica? Esta é uma pergunta que não qer calar. Você saberia respondê-la?
A CURA DE SCHOPENHAUER
Autor: IRVIN D. YALOM
Editora: EDIOURO

O diagnóstico de um câncer maligno força o renomado psiquiatra Julius Hertzfeld a fazer um balanço de sua vida e de seu trabalho. A depressão e a tristeza dão lugar à vontade de rever pacientes antigos e à pergunta - será que seu trabalho fez alguma diferença na vida dessas pessoas? Neste novo romance do psiquiatra e escritor de best-sellers Irvin D. Yalom, o leitor irá acompanhar um embate emocionante entre pacientes e terapeuta, em que cada um expõe seus medos, defesas e fraquezas e aprendem a ser mais humanos e felizes.
Em seu livro anterior, o autor nos leva a nos apaixonarmos, de novo, por Nietzsche, redescobrindo seu pensamento , sua visão da vida. Neste, o personagem central não é o próprio Schopenhauer , mas um personagem que se diz curado através de sua obra. É um livro apaixonante, onde os personagens vão se redescobrindo, diante da iminente perda de seu psiquiatra. À medida que a narrativa vai se desenvolvendo, fica difícil deixar a leitura para depois. Se você gostoude "Quando Nietzsche chorou", não pode deixar de ler este livro. Pode ter certeza de que a história do livro anterior não se repete.
O FUTURO DA HUMANIDA - A SAGA DE UM PENSADOR - Augusto Cury - Editora Sextante
Primeiro romance do psiquiatra Augusto Cury, O Futuro da Humanidade oferece uma rara oportunidade de repensar a sociedade e o rumo de nossas vidas. Com mais de 1,5 milhão de livros vendidos no Brasil, Cury nos presenteia com uma saborosa ficção que ilustra os ensinamentos presentes em seus livros e se apóia na sua vasta experiência profissional.
O Futuro da Humanidade conta a trajetória de Marco Polo, um jovem estudante de medicina de espírito livre e aventureiro como o do navegador veneziano do século XIII, em quem seu pai se inspirou ao escolher seu nome.
Ao entrar na faculdade cheio de sonhos e expectativas, Marco Polo se vê diante de uma realidade dura e fria: a falta de respeito e sensibilidade dos professores em relação aos pacientes com transtornos psíquicos, que são marginalizados e tratados como se não tivessem identidade.
Indignado, o jovem desafia profissionais de renome internacional para provar que os pacientes com problemas psiquiátricos merecem mais atenção, respeito e dedicação – e menos remédios. Acreditando na força do diálogo e da psicologia, ele acaba causando uma verdadeira revolução nas mentes e nos corações das pessoas com quem convive.
Uma história de esperança e de luta contra as injustiças, este livro é a saga de um desbravador de sonhos, de um poeta da vida, de um homem disposto a correr todos os riscos em nome daquilo que ama e acredita.
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Cheios de expectativa e tensão, os calouros da faculdade de medicina ficam chocados ao encontrar, em sua primeira aula de anatomia, a triste cena de corpos sem identificação, estendidos sobre o mármore branco. Marco Polo, um brilhante e audacioso aspirante a psiquiatra, não consegue aceitar a frieza com que os professores se referem aos corpos, dizendo que ali a identidade não importa.
À procura de informações sobre esses personagens aparentemente sem passado, Marco Polo se depara com um mundo de sonhos frustrados, futuros desfeitos e esperanças perdidas. Quem o guia nessa jornada é o excêntrico Falcão, um mendigo que conhece a fundo a mente humana. Apesar da difícil situação em que vive, Falcão recupera a sua alegria inata ao conviver com o jovem sonhador.
Estimulado pelo novo amigo, o recém-formado Marco Polo lança-se numa arriscada batalha contra professores e médicos de renome internacional para tentar mudar a abordagem clássica da psiquiatria, criticando os paradigmas da medicina, a indústria do preconceito e o sistema social.
Tendo a vida de Marco Polo como fio condutor desta comovente e vibrante narrativa, O Futuro da Humanidade nos leva a uma fascinante viagem pelo mundo da psicologia, introduzindo conceitos da ciência de forma simples e nos fazendo refletir sobre o rumo que a sociedade está tomando.
Marco Polo representa o que grande parte das pessoas gostaria de ser. Um personagem corajoso, dotado de uma imensa paixão pela vida e pelas pessoas, que faz reacender em nós a vontade de mudar, de renascer, de recuperar os sentimentos de humanidade e solidariedade tão esquecidos nos dias de hoje. (Fonte: www.esextante.com.br)
O mais novo lançamento da EDITORA REDE DA PAZ:
Do monge beneditino, Marcelo Barros, um retrato fascinante de uma das personalidades mais marcantes da Igreja e da sociedade brasileira no século XX.

“Ao fazer um livro de memórias pessoais e reconstrução de cenas que ocorreram há 40 anos, corro o risco de misturar datas e não ser fiel a cada detalhe. Cheguei a pensar em fazer deste livro uma espécie de narrativa livre como romance. Mas, eu não teria a liberdade interior de inventar um personagem tão forte e não há ainda tempo histórico suficiente para eu distinguir o Dom de que me recordo deste personagem que eu inventaria. Desisti. Minha opção é a de contar o que vivi e o que escutei, recriando, o mias possível, cenas e contextos” (Marcelo Barros).
“Não existe pessoa mais indicada do que Marcelo Barros para apresentar dom Helder Câmara aos jovens e a leitores que não puderam conhecê-lo diretamente. Marcelo escolheu o melhor método para apresentar Dom Helder Câmara. Mostrou sucessivamente as diversas facetas da sua personalidade e da sua ação. Pois, o que sempre surpreendia em Dom Helder era a multiplicidade das suas atividades e a diversidade da sua personalidade. Dom Helder era tudo, era a unidade dos contrários” (José Comblin).
“Lendo atentamente o livro de Marcelo Barros, você poderá verificar que não é tanto a personalidade do bispo, sem dúvida privilegiada em termos de inteligência e sensibilidade, que o interessa, mas principalmente seu comportamento nas mais diversas circunstâncias de sua vida. O autor focaliza principalmente a arte e a estratégia da não-violência, na linha de Gandhi e de Martin Luther King. Essa estratégia e essa arte continuam relevantes nos dias de hoje, com as necessárias adaptações às circunstâncias de tempo e lugar. É na reflexão em torno da importância atual da vida de Dom Helder Câmara que Marcelo Barros, ele mesmo educador na mesma arte da ação não-violenta, se mostra mestre experimentado” (Eduardo Hoornaert).
Preço de lançamento: R$ 20,00 mais R$ 2,50 de tarifas postais.
Peça logo o seu exemplar para Editora Rede da Paz: edrede@cultura.com.br
Promoção válida até 30 de setembro de 2006.
O VÔO DE TODOS OS AMORES NAS ASAS DA GUARÁ VERMELHA
por MARCELO BARROS
“Das fomes e vontades do corpo há muitos jeitos de se cuidar porque, desde sempre, quase todo o viver é isso, mas agora, crescentemente, é uma fome da alma que aperreia Rosálio, lá dentro, fome de palavras, de sentimentos e de gentes, fome que é assim uma sozinhez inteira, um escuro no oco do peito, uma cegueira de olhos abertos...”.
Assim começa o “O vôo da guará vermelha”, romance de Maria Valéria Rezende, que nos toma pela mão ou pelas asas do coração e nos faz voar com os personagens desta saga nordestina, através de paisagens de vida, áridas, mas belas e tocantes. Em cada página, somos arrebatados pelas histórias de Rosálio e pela generosidade de Irene, em uma espécie de mergulho para o alto, se a expressão é possível, para ver um sentido no que não tem sentido e manter a esperança indispensável e a opção pela vida, mesmo em um mundo de morte que, a cada instante, tenta devorar as pessoas. As histórias e o desejo de ler que anima Rosálio, ao deixar de ser Nem-Ninguém ou Curumim, ressuscitam Irene, o seu filhinho, a velha a quem ela ajuda, como também Anginha, descabelada, chorando o Porfírio que se foi e ainda indiretamente as outras prostitutas do puteiro que simboliza esta sociedade cruel. Rosálio com suas histórias, inventadas ou vividas, nos arrebata para além do improvável, em um caminho só compreensível pela loucura do amor. E na configuração incrivelmente bem elaborada que a autora faz de sua personalidade, o amor que nele se encarna, assume mil expressões e cores, como em um caledoscópio do destino, como cada cor que se compõe com outra e se torna título de um a um dos capítulos do livro.
Nas obras antigas, o prólogo é mais do que um prefácio que abre o escrito. É um resumo que antecipa o sabor de todo o texto, contendo em poucas frases o significado mais profundo de tudo o que, no conjunto das páginas, se quis expressar. O texto acima citado que abre o “O vôo da guará vermelha” cumpre bem este destino de concentrar em poucas e belas expressões aquilo com o qual o romance inteiro nos deleita. As fomes e vontades do corpo e as fomes e vontades da alma... A luta por viver leva Irene à prostituição, como conduz Rosálio do primeiro cativeiro da infância a cuidar do Bugre. A partir desta primeira iniciação no amor-dedicação ao outro, o rapaz de olhos verdes e expressões delicadas, parte como o Dom Quixote, citado em um livro que ele não consegue ler, a uma aventura bem mais real e solidária: a luta pela sobrevivência sua e dos outros. É uma viagem iniciática que o leva à desumanidade do garimpo, à realidade terrível de uma fazenda que mantém lavradores escravizados e a um acampamento de sem terra, onde, finalmente, ele se sente respeitado como pessoa e até protegido, em sua condição de “sem- documento”, por isso mesmo mais exposto à repressão do que outros.
Neste itinerário de sofrimento e desacertos, Rosálio nos envolve na trama de suas histórias, bem mais fascinantes - porque mais desafiadoras do que os contos das mil e uma noites da princesa Sherazade.
Quem preferir as páginas deste livro de Maria Valéria Rezende e aceitar voar nas asas da Guará Vermelha perceberá que suas páginas são tão explendidamente bem escritas que se constituem como um poema em prosa, tão sonoro e discretamente rítmico que quase exigiria uma leitura oral, o que casa bem com o conteúdo da narrativa e a redescoberta da magia maravilhosa que é a arte do contar histórias.
Qualquer comparação com outros autores e obras de nossa literatura pode não ser justa com este grande romance, sem dúvida, merecedor dos melhores prêmios literários. Entretanto, se, por acaso, alguma relação devesse ser feita, o que me vem à mente é um Guimarães Rosa, em seus melhores escritos, com alma mais feminina, cultura mais urbanizada e uma visão crítica da realidade mais explicitada.
Rosálio descobre que pode unir as vontades e fomes do corpo e da alma. Não deixa de ser simbólico que aprende a decifrar o segredo das letras e compor palavras no leito da mulher amada, em um vai e vem de dois erotismos que se fundem em um só movimento de amor: a descoberta de uma mulher mais real e sua do que a professora fugidia que lhe deu o nome e, ao mesmo tempo, o prazer de, através das letras, vislumbrar mundos encantados e neles viajar, formando palavras e histórias que lhe fornecerão, no final, o sustento de cada dia e a nós, leitores afortunados, o prazer da leitura deste romance tão sem fim como os contos das mil e uma noites que Rosálio tanto ama. A nós, do lado de cá das páginas do livro, Rosálio, Irene e o seu tatear nas letras, como um homem e uma mulher nos rituais do amor, quase “atraiçoam” a autora que os criou e nos deixam vislumbrar o amor imenso, erótico mesmo que Maria Valéria tem pela obra do educar nas trilhas do mestre Paulo Freire: no confronto com o outro, a reconstrução incessante e misteriosa de si mesmo/a.
Para Rosálio e para quem é capaz de se deixar seduzir por este encanto, ler é descortinar o encanto do céu e da terra, misturar a realidade à ficção e ter de controlar a vontade de sair por aí, procurando Rosálios e Irenes para ouvir novas histórias e contar as suas, já que como resume este livro, em sua última frase, “a gente lembra inventando. Inventação não tem fim”. A maior invenção deste livro é a ousadia de refazer reinventando mesmo no coração de cada pessoa que o ler, um profundo amor pela educação, um terno carinho pelo povo sofredor e a visão apaixonada do Nordeste brasileiro. Quem se aventurar por este vôo se apaixonará a um ponto tal que se tornará a própria guará vermelha.
A MOSCA AZUL
Um dos mais esperados livros do ano, A mosca azul é uma revisão honesta da ascensão do PT ao poder vinculada à recente história da esquerda no Brasil e no mundo. Com uma narrativa em primeira pessoa, Frei Betto mescla sua trajetória pessoal à militância política e resgata o sonho de testemunhar “um outro mundo possível” com base nos ideais do socialismo.
O livro não se resume à sua passagem pelo governo Lula à frente do Programa Fome Zero – embora o autor admita a importância do programa para distribuição de renda aos mais pobres através do Bolsa Família. Traz a memória do pai - um guerreiro da esperança – que até o final da vida lutou por seus ideais. Da militância, relembra o cenário político que favoreceu a criação do PT, fala dos momentos importantes que ajudaram a sedimentar a amizade com o presidente Lula e admite a decepção com parcela da esquerda fisgada recentemente pela “mosca azul” no ápice do poder. O escritor saiu do governo pouco antes do episódio conhecido por escândalo do ”mensalão” .
Fascinado pelos fatos que marcaram a história, Frei Betto mergulha nas circunstâncias que geraram o efeito Lula e culminaram na eleição do líder sindical a Presidente da República em 2002.
Na viagem ao passado, fala com convicção do ideal construído pela nova esquerda após o golpe militar de 1964, da estratégia política voltada para a capacitação de novas lideranças no movimento popular, da estrela erguida pelo PT sustentada pelo sonho de uma sociedade mais justa.
Foi testemunha ocular do movimento popular nascido no pós-64 e um dos principais colaboradores para o seu fortalecimento no país. O autor recorda os momentos difíceis que enfrentou na prisão durante a ditadura militar e sua travessia até chegar ao contato direto com o povo para se transformar num dos mais destacados militantes do movimento social.
Recheado de dados históricos e demonstrando – a cada vez mais rara – capacidade de elaborar uma análise conjuntural neste cenário globalizante, Frei Betto faz uma reflexão profunda sobre os novos paradigmas da esquerda no Brasil e no mundo. Citando filósofos como Platão e Aristóteles, e dialogando com Maquiavel, entre outros pensadores, o autor analisa o que significa ser de esquerda após a queda do Muro de Berlim. Uma das principais mensagens do livro é a aposta no atual desafio de os partidos políticos reencontrarem o vínculo com o movimento popular.
Sobre o autor
Frei Betto, crítico contundente do sistema político e econômico neoliberal em vigor no país, estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Já publicou 52 livros no Brasil e no exterior. Merecedor de vários prêmios, tanto por sua obra literária quanto por sua luta em defesa dos direitos humanos, em 1985 foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, que lhe deram o prêmio Juca Pato.
Participou do governo Lula como assessor especial da Presidência da República e coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero (2003-2004).